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Fases da assistência técnica médico-pericial: como planejar a prova médica no processo

Por: Autor Teste | 16 de janeiro de 2026

FASES DA ASSISTÊNCIA TÉCNICA MÉDICO-PERICIAL: COMO PLANEJAR A PROVA MÉDICA NO PROCESSO (PONTUAL OU COMPLETA)

Tempo de leitura: 5 min

 

Introdução

Em ações que dependem de prova médica — especialmente no previdenciário, trabalhista e em temas cíveis — a assistência técnica médico-pericial ajuda o advogado a transformar documentação clínica em um conjunto probatório mais organizado, coerente e útil ao processo.

Um ponto importante: assistência técnica não precisa ser “pacote fechado”. Dependendo do caso, pode fazer sentido contratar uma atuação pontual (por exemplo: apenas quesitos, apenas parecer inicial, apenas análise do laudo) ou uma atuação completa, acompanhando o caso do início ao fim.

Conhecer as fases abaixo facilita decidir o que realmente é necessário em cada processo.

1) Análise estratégica inicial (triagem técnica do caso)

Antes de produzir qualquer peça ou definir teses, o assistente técnico avalia:

  • documentação existente e sua qualidade
  • o que está faltando para sustentar o raciocínio técnico
  • quais pontos são potencialmente frágeis ou podem gerar interpretações equivocadas
  • quais são as hipóteses mais prováveis de nexo, dano e repercussão funcional, conforme o objeto do processo

Quando a parte é autora e isso é pertinente, pode haver avaliação presencial antes da perícia, para verificar limitações funcionais e coerência entre queixa, exames e funcionalidade.

2) Relatório técnico inicial (quando útil para orientar o rumo do processo)

Em alguns casos, um relatório técnico bem fundamentado já no início:

  • melhora a qualidade do contraditório
  • reduz ruído interpretativo sobre quadro clínico e funcionalidade
  • facilita decisões interlocutórias e tratativas

Há situações em que esse documento, quando robusto e apresentado junto com a documentação inicial, pode contribuir para que as partes avaliem acordo e para que o juízo avalie a suficiência do conjunto probatório, inclusive quanto à necessidade de prova pericial, nos termos do art. 472 do CPC — sempre conforme o caso concreto, a estratégia processual e o convencimento do magistrado.

3) Quesitos iniciais (perguntas que constroem o objeto da perícia)

Quesitos não são formalidade. Eles definem o que será respondido e, muitas vezes, o que ficará de fora.

Uma boa assistência técnica contribui com quesitos:

  • claros e objetivos
  • aderentes ao objeto jurídico (incapacidade, nexo, dano, necessidade de tratamento, capacidade civil etc.)
  • focados no caso em concreto e critérios verificáveis, evitando perguntas genéricas

4) Acompanhamento do ato pericial (quando cabível e útil)

Em perícias judiciais, a presença do assistente técnico pode ajudar a:

  • registrar inconsistências entre os fatos, os documentos e exame realizado
  • apontar, de forma técnica, necessidade de esclarecimento de pontos relevantes
  • sugerir quesitos complementares no momento adequado (quando o procedimento permitir)

O foco aqui não é “confrontar o perito”, mas preservar qualidade técnica do ato pericial e reduzir omissões relevantes.

5) Análise do laudo e parecer técnico final

Após o laudo, o assistente técnico avalia:

  • coerência entre achados, raciocínio e conclusão
  • presença de lacunas, contradições, premissas equivocadas
  • aderência ao que foi perguntado (quesitos) e ao objeto do processo

O parecer final pode:

  • ratificar pontos consistentes (fortalecendo o valor técnico da prova)
  • refutar total ou parcialmente conclusões quando não sustentadas por método, dados ou coerência interna

6) Quesitos de esclarecimento

Se o laudo vier com pontos obscuros ou incompletos, podem ser elaborados quesitos de esclarecimento para que o perito:

  • detalhe premissas
  • responda omissões objetivas
  • esclareça contradições internas

Isso costuma ser decisivo para evitar que o processo caminhe com base em um laudo tecnicamente frágil.

7) Suporte técnico em instâncias superiores (quando a discussão continua)

Em caso de sentença desfavorável, a assistência técnica pode contribuir com:

  • identificação de pontos técnicos não enfrentados ou mal interpretados
  • organização de argumentos técnicos para subsidiar recursos
  • leitura crítica do conjunto probatório (documentos + laudo + esclarecimentos)

Conclusão

As fases da assistência técnica médico-pericial funcionam como um mapa de trabalho. Nem sempre todas serão usadas — e isso é normal. Em alguns processos, um relatório inicial bem estruturado resolve o rumo do caso. Em outros, o ponto decisivo está no ato pericial. E há situações em que a necessidade real surge apenas depois, na análise do laudo e nos esclarecimentos.

O essencial é tratar a assistência técnica como planejamento de prova, e não como formalidade. Quando bem aplicada, ela melhora a qualidade do contraditório, reduz omissões e aumenta a clareza técnica para a decisão judicial.

 

A TecnicalMed atua com assistência técnica médico-pericial em demandas que dependem de prova médica, com possibilidade de apoio pontual (em fases específicas do processo) ou integrado (da análise inicial à fase de esclarecimentos e suporte técnico em recursos), conforme a necessidade do caso.

 

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Sobre a TecnicalMed

Dr. Helio Prince Garcia Martins (CRM/PR 22.687, RQE 26.336)
Diretor Técnico e Sócio-Fundador da TecnicalMed
Especialista em Medicina Legal e Perícia Médica

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